Teste de vacina de COVID-19 é suspenso por questões de segurança


O teste de vacina de COVID-19 desenvolvido pela empresa AstraZeneca e por cientistas da Universidade de Oxford foi suspenso devido a uma “suspeita de reação adversa grave”. Suspeita-se que um dos participantes do teste, no Reino Unido, apresentou uma reação negativa ao medicamento.

O mundo considerou a Oxford como líder para conseguir uma imunização segura e eficaz contra a infecção do vírus. No entanto, depois dessa notícia, vemos novamente um cenário de insegurança global no combate ao COVID.

Reação negativa com a vacina teste

De acordo com o site de notícias de saúde STAT, a ocorrência não está impactando apenas os testes de vacinas da AstraZeneca, mas também os testes clínicos conduzidos por outros fabricantes.

O indivíduo em questão, com identidade anônima, provavelmente irá se recuperar. Mas ainda não se sabe como esse acontecimento afetará o desenvolvimento da vacina de Oxford. Logo depois que a notícia do incidente se espalhou, as ações da AstraZeneca caíram subitamente. E mais consequências podem vir à tona num efeito em cascata.

Os detalhes dessa suposta reação ainda não foram revelados, mas, em uma nota à mídia, a empresa tentou conter os receios da população: “esta é uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma resposta ruim imprevista nos ensaios. Enquanto investigam esse enfermidade, assegura-se a manutenção dos ensaios”, segundo a AstraZeneca.

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Esses incidentes são comuns?

A vacina de Oxford está entre nove medicamentos que conseguiram chegar ao terceiro e último estágio do teste. Nessa fase, dezenas de milhares de pessoas estão envolvidas. Ao final desse estágio, a vacina finalmente é aprovada – ou não – pelas autoridades de saúde.

De acordo com os especialistas, esses atrasos durante a terceira fase são muito comuns. Acontecem episódios inesperados, que podem estar relacionados ao medicamento testado. Quando isso ocorre, o interrompimento do teste de vacina de COVID-19 é o correto a se fazer.

Além disso, o especialista Adrian Esterman, da Universidade da Austrália Meridional, afirmou durante uma entrevista: “isso é extremamente comum. Quase sempre há alguém que morre ou sofre um derrame durante um ensaio clínico”.

Atualmente, existem cerca de 160 vacinas em teste para combate ao coronavírus, entre elas a vacina de Oxford. Ainda mais, cerca de 50.000 pessoas participaram do teste dessa vacina em específico.

Empresas farmacêuticas pressionadas

O que esse incidente mostra, por fim, é que o ensaio está funcionando exatamente como é esperado. Ele deve, por meio da ciência, confirmar se o medicamento é seguro e eficaz, antes de ser liberado para a população.

É justamente por isso que geralmente as vacinas demoram para ser desenvolvidas. Todo o processo é feito de maneira extremamente cautelosa. O ideal é que vacinas e medicamentos nunca sejam testados apressadamente. Apesar disso, em face da pandemia, vários países como a Rússia e a China estão acelerando seus próprios testes. Algumas autoridades políticas estão pressionando as empresas farmacêuticas para desenvolver rapidamente as vacinas.

Em função disso, os CEOs de nove empresas, incluindo AstraZenec, se comprometeram publicamente em manter a integridade do processo científico.

Notícia tirada do site Science Alert.

 

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Fonte Socientifica