Tempo de análise no Cade da venda da Oi Móvel dependerá de quem comprar, diz ministro


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Em live no Instagram nesta quarta-feira, 16, o ministro das Comunicações Fábio Faria disse que o tempo de avaliação da compra da parte móvel da Oi pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai depender de quem for o comprador.

Faria disse que tem conversado com o presidente do Cade, Alexandre Barreto, e recebeu a informação de que se o comprador for uma empresa como a Highline, a análises dos impactos de concorrência e concentração seriam mais rápidos. Já se o negócio for fechado com as três operadoras brasileiras, Claro, TIM e Vivo, a avaliação seria mais longa porque as análises de impacto e concentração de mercado seriam feitas por cada estado, o que demandaria mais tempo. O consórcio das teles é quem ficou com a preferência no processo de concorrência.

Barreto já tinha manifestado em entrevista ao canal CNN, no final de julho, que a venda de ativos da Oi, incluindo a divisão de celular (Oi Móvel), traz preocupações concorrenciais, especialmente se a empresa aceitar a oferta conjunta da Claro, TIM e Vivo por R$ 16,5 bilhões. Na ocasião, ele disse que acredita que a operação de concentração, se fechada com o consórcio de operadoras, deverá sofrer grande escrutínio por parte do órgão para impedir que se torne prejudicial para a economia e para os consumidores.

Ofertas vinculantes

Na semana passada, Fábio Faria disse que conversou com interlocutores da Highline. Na conversa, o Ministro das Comunicações ouviu que a empresa tem interesse no mercado de infraestrutura de telecom brasileiro e nos ativos da Oi – que aprovou na última terça-feira, 8, um aditamento de seu plano de recuperação judicial.

Embora ainda possa estar no páreo pelos ativos móveis, a companhia também tem interesse em fazer oferta vinculante para a unidade de infraestrutura, a InfraCo, e já tem uma status de preferência (stalking horse) para a divisão de torres.

No final de julho, a Oi chegou a dar à Highline a exclusividade da negociação para a venda da Oi Móvel, deixando, na ocasião, a proposta feita pelas operadoras Claro, TIM e Vivo na fila. A Highline é uma empresa operadora de torres que tem por trás o fundo Digital Colony e mais um consórcio de investidores em infraestrutura. Uma semana depois, as três operadoras brasileiras fizeram uma nova oferta conjunta vinculante de R$ 16,5 bilhões, na tentativa de cobrir a apresentada pela Highline, que inclui também a possibilidade de o Grupo Oi assinar contratos de longo prazo para uso de infraestrutura.



Fonte Teletime