Casa Tecnologia SpaceBridge e Hughes: taxas e impostos são obstáculo para satélites no Brasil

SpaceBridge e Hughes: taxas e impostos são obstáculo para satélites no Brasil

por Alberto Lima


Os tributos e taxas incidentes sobre a cadeia de satélites no Brasil representam um dos maiores desafios para a competitividade do setor no País, avaliaram a fornecedora de sistemas de recepção SpaceBridge e a operadora Hughes nesta quinta-feira, 1.

A avaliação foi realizada durante o Congresso Latinoamericano de Satélites 2020. Na ocasião, o CEO da SpaceBridge, David Gelerman, afirmou que a postura nacional para o tema vai na contramão de outros mercados, que teriam até mesmo subsídios para incentivar satélites a tornarem as redes de comunicação mais abrangentes.

“No Brasil, é atualmente o contrário, com o governo colocando taxas. Então para o mercado brasileiro seria muito importante reduzir o custo destas taxas e da implementação para tornar satélites mais com competitivos, como no resto do mundo”, afirmou o executivo.

A situação complicada também foi mencionada pelo presidente da Hughes Brasil, Rafael Guimarães, que lamentou o fato de 30% das receitas da empresa serem destinadas para o “sócio” representado pelo governo. O executivo reconheceu que há movimentos em curso para mudar a situação (como o projeto de desoneração do Fistel para V-SATs), mas argumentou que “distorção” não pode seguir existindo.

Mercado

Durante o debate, Guimarães classificou o mercado residencial de banda larga via satélite (no qual a empresa já atua) como o principal nicho para o setor nos próximos anos. Em paralelo, o executivo da Hughes destacou o uso de redes satelitais para backhaul 5G e a chegada serviços de constelações de baixa órbita (LEO) no Brasil a partir de 2022. Vale notar que a Hughes é investidora e distribuirá serviços da OneWeb.

Guimarães ainda relatou que na vertical B2B, mesmo setores fortemente impactados pela pandemia já começam a apresentar uma recuperação na demanda. Pelo lado do consumo, a Hughes observa uma postura mais “razoável” após picos de utilização de conectividade nos primeiros meses de quarentena. O tráfego chegou a crescer 40%, diz ele, e houve uma grande demanda pela contratação por serviços, gerando até mesmo dificuldade de atendimento nas novas instalações.

Já Gelerman, da SpaceBridge, lembrou que parte do aumento no consumo causado pela pandemia deve se manter, exigindo maiores larguras de banda e capacidades. Neste sentido, o executivo também espera que a situação abra novas possibilidades de contratação de serviços satelitais pelo setor público, como em verticais de saúde.



Fonte Teletime

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