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Prefeitura de Santo André quer parceria com operadoras para 5G, mas quer dados


A prefeitura de Santo André, município da região do ABC em São Paulo, pretende iniciar uma parceria público-privada para incentivar a implantação de equipamentos 5G. A ideia é colocar antenas em locais públicos e, em contrapartida, obter dados para “melhorar a gestão”. 

Segundo afirmou nesta quarta-feira, 2, durante evento da GSMA para a América Latina, o Secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego na Prefeitura de Santo André, Evandro Bazanto, a administração já teria lançado um chamamento para as operadoras. 

“Lançamos edital para que empresas possam instalar torres em pontos públicos para disponibilizar o 5G e, ao mesmo tempo, colocar parceria para que o governo possa usar as estruturas para absorver dados que sejam significativos para melhorar nossa gestão no dia a dia”, disse Bazanto. Não foi detalhado que tipo de informação seria essa e como ela seria utilizada – como em mapas de calor, por exemplo. 

TELETIME tentou encontrar esse edital específico no sistema da Prefeitura de Santo André, mas não foi possível encontrar nada em andamento ou já concluído. Contudo, a administração da cidade paulista já efetuou parcerias com a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), representando operadoras; e com a desenvolvedora In Loco para a geração de mapas de calor no intuito de medir o isolamento social durante a pandemia. A prefeitura afirma que todas as informações coletadas são anônimas. 

Santo André ficou na segunda colocação do Ranking Cidades Amigas da Internet da associação de operadoras Conexis (antiga SindiTelebrasil). O mesmo levantamento colocou o município paulista em primeiro entre as cidades inteligentes. A cidade chegou a debater com operadoras a regulamentação de nova Lei das Antenas com foco em 5G em fevereiro.

Modelo

Para a CEO da operadora QMC Telecom no México, Luiza Ongaratto, esse tipo de parceria público-privada deveria ser modelo para outras cidades e mesmo países na América Latina. “Gosto muito de ouvir do governo essa mentalidade. Telecom é um enabler de muitas tecnologias potenciais. Mas já nos deparamos com visões mais burocráticas, em vez de viabilizar o desenvolvimento do País”, destacou ela durante o mesmo evento da GSMA.

“No final do dia, o problema de telecom é muito complexo, e encontrar boas maneiras de fazer alianças e trabalhar juntos é a chave”, destacou Ongaratto, ressaltando que essas iniciativas ajudam no combate da brecha digital. “Principalmente com melhoria dos temas de burocracia”, conclui.



Fonte Teletime

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