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Para Huawei, tecnologia OpenRAN ainda não está madura

por Alberto Lima


O modelo de redes de acesso abertas com múltiplos fornecedores (OpenRAN) foi um dos temas recorrentes nos debates da Futurecom desta terça-feira, 27. Enquanto fornecedoras tradicionais como a Huawei afirmam que a tecnologia ainda não está madura, a TIM deve trabalhar com dez vendors no espaço de testes para o padrão aberto no Brasil.

Segundo avaliação do CEO da Huawei no Brasil, Sun Baocheng, as operadoras devem enfrentar desafios em caso da adoção do OpenRAN. “No nosso ponto de vista, o OpenRAN não está maduro. Ele está começando e é muito difícil de implementar em uma rede, até porque a tecnologia 5G é muito complexa”, afirmou o executivo, durante debate.

Baocheng questionou se o padrão seria capaz de entregar padrões de confiabilidade de rede exigidos por certos clientes e pediu que padrões 5G da 3GPP sejam seguidos por fornecedores do gênero. O executivo ainda afirmou que a abordagem single RAN da Huawei tem obtido sucesso e entregue eficiência de custos operacionais (opex) para empresas de telecom.

Não é a primeira vez que representantes da Huawei Brasil mostram ceticismo com o OpenRAN; após os EUA abraçarem o padrão como estratégia para diversificação de fornecedores, a companhia chinesa pontuou que a discussão sobre o tema deve ser técnica, e não política. Nesta última segunda-feira, 26, a Qualcomm também afirmou que o padrão precisa ser mais discutido.

Testes

Já a TIM está se movimentando para entender na prática qual o nível de serviço oferecido pelos novos competidores da Huawei e das demais fornecedoras. “O Open Field [criado pela TIM ao lado do TIP e do Inatel] vai ter dez vendors testando o estado da arte do OpenRAN em condições reais”, afirmou o diretor de engenharia da operadora, Marco Di Costanzo. Segundo ele, aspectos como propagação, interferência e mobilidade serão alguns dos principais quesitos de performance avaliados.

A capacidade de gerenciamento da rede de acesso em tempo real também será estudada; além de fornecedores de hardware para estações radiobase, empresas de software também deve atuar no OpenField. “Queremos verificar com vários players qual é o grau de preparação para operar em campo“, resumiu Di Costanzo.

Momento certo

Por sua vez, fornecedores de demais elos da cadeia de telecom relataram expectativa positiva com os padrões abertos, inclusive quando aplicados em redes de transporte ou no core (núcleo), além das redes de acesso.

“Apostar em rede aberta e interoperável sempre foi desafiador, mas hoje temos várias entidades trabalhando nessa abertura, inclusive o 3GPP”, lembrou a líder de engenharia de vendas da fornecedora de soluções óticas Ciena, Rafaela Werlang, também durante debate na Futurecom.

“O SDN [redes definidas por software] ajuda bastante essa gestão fim a fim das redes abertas, e o NFV [virtualização de funções de rede] também auxilia. Nós não temos temos mais desculpas para evitar uma rede aberta, multivendor e com interoperabilidade“, completou a profissional.



Fonte Teletime

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