Casa Ciências Os principais desafios em longas viagens espaciais para a saúde

Os principais desafios em longas viagens espaciais para a saúde

por Alberto Lima


Há uma expansão para o espaço ocorrendo exatamente agora. Pelo mundo, cientistas engenheiros e empresários trabalham em soluções para os mais diversos problemas que a humanidade enfrentará, os principais desafios em longas viagens espaciais. No entanto, mesmo com tanta gente trabalhando, a missão ainda é extremamente difícil. O espaço é um local hostil para a vida, e não é fácil burlar os desafios da natureza.

O primeiro passo será uma base permanente na Lua. Isso não significa que os astronautas não voltarão para a Terra, mas que sempre haverá alguém por lá – nunca ficará desabitada. Isso é importante para o reabastecimento de foguetes, já que vencer a atmosfera da Terra custa a maior parte do combustível que o foguete leva. Além disso, a Lua exercerá diversos outros pontos importantes como um espaçoporto, com relação à comunicação e etc.

O segundo passo será o primeiro humano em Marte. Reabastecendo na Lua, temos combustível para levar um humano para Marte com todos os equipamentos necessários e trazê-lo de volta para a Terra. Assim que dominarmos essa exploração de mundos distantes, o ser humano viajará, enfim, para locais como as Luas de Júpiter e Saturno – muitas das quais são potenciais abrigos para a vida microscópica. Enfim, o céu não é o limite.

Falta de gravidade

Mas essa é apenas a parte bonita – os sonhos. Há muitos desafios. Há muitos efeitos do espaço na saúde humana, como perda de massa óssea e muscular. Já falamos aqui, por exemplo, dos efeitos do espaço no cérebro. A microgravidade altera fisicamente o cérebro de um astronauta no espaço, e muda consideravelmente diversas dinâmicas. O cérebro se adapta facilmente às mudanças, mas não perfeitamente. 

(NASA)

Um dos efeitos no cérebro é o que os cientistas chamam, na tradução do inglês, Síndrome neuro-ocular associada ao voo espacial (SANS). Este não é um termo formal para o problema, mas os cientistas já o utilizam até mesmo para usos técnicos, então a tendência é de se tornar uma designação oficial em um futuro próximo.  

Aqui na Terra, a gravidade puxa os fluidos cranianos, então o corpo luta para mantê-los no cérebro. Mas no espaço, não há o que puxe, então os líquidos se acumulam, causando uma pressão interna no crânio e inchando os rostos dos astronautas. O inchaço passa em questão de poucos dias. Mas o líquido dentro do crânio permanece ali. Como resultado, portanto, ele pressiona o cérebro e os globos oculares contra o crânio. Assim, o cérebro muda estruturalmente e suas vista sofre – causando até mesmo problemas irreversíveis nos olhos, como a miopia.

Em dados preliminares, descobrimos algumas associações entre mudanças na estrutura do cérebro em astronautas com mudanças na postura, controle de equilíbrio e mudanças nos tempos de reação”, diz à Revista Astronomy a pesquisadora Donna Roberts, médica e professora da Universidade de Medicina da Carolina do Sul e especialista na SANS. Mas ela diz que “isso precisa ser estudado em grupos maiores de astronautas”.

(NASA)

Radiação e isolamento

A atmosfera, o campo magnético e a camada e ozônio formam um grande escudo contra as agressões do espaço, com destaque para as radiações de frequências a partir do ultravioleta – as chamadas radiações ionizantes, pois arrancam elétrons das eletrosferas dos átomos. Portanto, esse tipo de radiação é cancerígena. Os cientistas buscam maneiras de barrar a radiação e esse também é um dos maiores desafios em longas viagens espaciais.

Além disso, há, é claro, os problemas psicológicos. Durante a pandemia, já obtivemos um vislumbre do quão ruim é ficar sozinho. No espaço, isso deve ser ainda mais estressante, atrapalhando a própria missão. Em uma mistura de efeitos da falta de gravidade, radiação e stress, o microbioma (as bactérias, fungos e vírus bons que vivem em você) também sofrem, e diversos problemas de saúde se amplificam pelos fatores psicológicos.

Com informações de Astronomy e LEE, Andrew. et al.



Fonte Socientifica

Postagens Relacionadas

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais

Política de privacidade e cookies