Oi e Vivo enxergam no 5G e IoT uma oportunidade de negócios para atender verticais


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O atendimento a mercados verticais é um negócio que está em expansão entre as operadoras de telecomunicações, na avaliação dos diretores das operadoras Oi e Vivo. Com a chegada do 5G e da Internet das Coisas (IoT), há uma expectativa de novos produtos pautados na inovação e no atendimento personalizado.

Diretor de Tecnologia da Oi, Mauro Fukuda vê potencial de fluxos de receita. “A ideia é aproveitar todas essas oportunidades e transformar isso em negócios”, diz. A operadora tem uma unidade de negócios com capacidade de atender “qualquer necessidade” de negócios para serviços gerenciados, segundo afirmou Fukuda em sessão do Painel Telebrasil 2020, que aconteceu na tarde desta terça-feira, 15.

“Cada cliente tem suas necessidades e características diferentes. E quando falamos de universo de IoT existe aí um universo de possibilidades. Muitas das vezes precisamos desenvolver sensores, adaptadores e também o suporte para o 5G. Isso permite que você trabalhe com modelos de negócios diferentes, inclusive com modelos de negócios de redes privadas”, disse o diretor da Oi.

A diretora de Operações Comerciais B2B da Vivo, Débora Bortolasi, diz que a operadora vem trabalhando firme para ofertar soluções de conectividade e IoT para seus clientes, observando as diversas necessidades de cada um. “O 5G traz outras perspectivas. Inúmeras novas aplicações podem ser desenvolvidas por conta da alta velocidades, do tempo de resposta. Isso permite trazer inúmeras aplicações no futuro”, afirma. Bortolasi entende que a preocupação em analisar o negócio de cada cliente é um elemento importante na oferta desses serviços.

O caso da Vale

Márcia Costa, gerente executiva de tecnologia da Vale, apresentou no debate como a empresa de mineração Vale está trabalhando sistemas próprios de conectividade. De acordo com a executiva, a empresa adota uma política de transformação digital desde 2017.

Segundo Costa, um dos pilares é a redução de riscos. Isso envolve por exemplo, o uso de caminhões autônomos monitoramento de barragens, que tem uma série de sensores e sismógrafos. “A implementação dessas tecnologias retira as pessoas das zonas de riscos. E para isso funcionar preciosa de uma rede que dê retornos e respostas muito rápidas.”, disse.

A mineradora possui uma parceria com a Nokia e a operadora Vivo para desenvolvimento de projetos de transformação digital, com um laboratório de testes de tecnologia de 5G e IoT, o que, na avaliação de Márcia Costa, está rendendo bons frutos.



Fonte Teletime