Casa Ciências O que são citocinas e como elas funcionam no sistema imunológico?

O que são citocinas e como elas funcionam no sistema imunológico?

por Alberto Lima


Você sabe o que são citocinas? Elas agem primeiro contra uma infecção por patógenos e são cruciais para o funcionamento saudável do sistema imunológico.

No entanto, muitas citocinas podem ter um efeito negativo e resultar em uma “tempestade de citocinas”.

As citocinas são pequenas moléculas de sinalização produzidas por muitas células do sistema imunológico diferentes, como neutrófilos (primeiras células a viajar para um local de infecção), mastócitos (responsáveis por reações alérgicas), macrófagos, células B e células T. Segundo a revisão realizada em 2014 e publicada na revista Frontiers in Immunology.

Joyce Wu, imunobiologista da Universidade do Arizona em Tucson, explicou-as de modo simples: as moléculas irradiam “como um sinal de Wi-Fi”.

Como as citocinas funcionam?

Quase todos órgãos do corpo têm células com receptores delas. Dessa forma, se ligam a receptores específicos nas células imunes e não imunes e podem sinalizar a célula para ajustar como ela cresce ou como vai ser comportar.

Infográfico de uma célula que secreta citocinas para uma célula-alvo que, então, provoca uma resposta. A secreção adequada de citocinas é crucial para o funcionamento do sistema imunológico. Fonte: Live Science

As quimiocinas são citocinas agindo como um farol, então direcionam as células imunológicas para onde devem ir. Ou seja, ajudam as células imunológicas a encontrar e acabar com qualquer invasor prejudicial ao corpo.

Células endoteliais, as células que revestem o interior dos vasos sanguíneos, e as células epiteliais, que cobrem a superfície dos órgãos, pele e outros tecidos, também podem enviar citocinas para o corpo todo.

De modo prático, elas funcionam quando um patógeno ou invasor entra no corpo. Em conjunto, as células dos sistema imunológico, citocinas e órgãos respondem trabalhando juntos, disse Mandy Ford, imunologista da Emory University. A primeira célula imunológica a perceber o patógeno é como um condutor.

Logo, ela dirige todas as outras células criando e enviando mensagens – as citocinas – para o resto dos órgãos ou células do corpo. Então, respondem conforme as instruções.

Uma das respostas imunológicas que as citocinas podem provocar é a inflamação. Ford explicou o papel delas, nesse caso: ela ajuda a inflamar o tecido e, assim, direciona as paredes celulares dos vasos sanguíneos para se tornarem mais porosas. Isso reduz o contato célula a célula.

Portanto, os vasos sanguíneos vazarão sangue para o tecido em volta, permitindo que as células imunológicas circulem através do fluido vazado para a área danificada e iniciem o processo de cura.

Quando surge a “tempestade de citocinas”?

O corpo todo está suscetível aos efeitos negativos de uma tempestade de citocinas, porque todos os órgãos possuem receptores dessas moléculas.

A tempestade ocorre quando muitos patógenos entram no corpo de uma vez ou se o corpo secreta o tipo errado de citocina no início da resposta imune.

Caso em que o excesso da mólecula não consegue direcionar com precisão o sistema imunológico para eliminar o patógeno. O seja, na liberação normal delas, as paredes dos vasos sanguíneos ficam mais vazadas a fim de promover a cura do tecido danificado por meio da inflamação.

Mas muitas citocinas podem deixar os vasos sanguíneos excessivamente porosos e resultar na baixa pressão arterial. Em conclusão, esgota o oxigênio dos órgãos e pode causar a morte, disse Ford.



Fonte Socientifica

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