Nova espada encontrada sugere guerreiro viking canhoto


Uma espada encontrada em um túmulo viking sugere uma descoberta incomum. A localização da arma implica que a mesma foi brandida por um guerreiro canhoto.

Uma crença da cultura viking

Os arqueólogos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), Astrid Kviseth e Raymond Sauvage, escavaram túmulos viking perto da vila norueguesa de Vinjeøra. As sepulturas estão localizadas em uma antiga fazenda que data dos séculos IX e X DEC.

Encontraram quatro armas em uma vala ao redor de um cemitério. Foram elas: uma espada bastante corroída, um machado, uma lança e um escudo. Segundo os arqueólogos, a pessoa enterrada no monte provavelmente foi alguém importante.

Era algo muito comum um viking guerreiro ser enterrado em uma fazenda, já que a maioria dos guerreiros eram homens livres que possuíam suas próprias fazendas, de acordo com Sauvage. Aliás, segundo ele, era obrigatório que os agricultores comprassem armas durante a idade média. Eles usavam um machado e um escudo, bem como uma lança e uma espada.

Normalmente, colocavam as espadas no lado direito de um túmulo viking, devido a uma antiga crença da sua cultura. “Acreditavam que a vida após a morte era a imagem espelhada do mundo superior”, segundo Sauvage. Então, colocava-se a arma na sepultura no lado contrário às bainhas que, por sua vez, ficavam no lado esquerdo dos guerreiros destros.

Espada sugere um guerreiro canhoto

Em combate, os vikings empunhavam suas espadas com uma das mãos enquanto usavam um escudo com a outra. Os lutadores destros deixavam sua bainha pendurada no lado esquerdo para facilitar o alcance e puxar a lâmina. Quando esses guerreiros morriam, eram enterrados com a sua espada e sua bainha no lado direito. Como costume, eles enterravam as armas no lado oposto de onde ficavam mantidas.

Mas, de maneira incomum, este corpo foi enterrado com sua arma do lado esquerdo do túmulo. Isso sugere que o guerreiro viking devia ser canhoto, algo que não era tão usual.

“Imaginamos que esta prática cultural mostra a importância dos ancestrais familiares em uma fazenda na época. Os ancestrais podiam continuar vivendo nos túmulos e estar presentes como espíritos companheiros. Isso mostra que a família do guerreiro possuía a propriedade. Dessa forma, ser enterrado perto de um antepassado importante era uma forma de ser incluído na comunidade dos espíritos”, disse Sauvage.

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Outra descoberta incrível

Além disso, os arqueólogos da UNCT descobriram um túmulo de cremação que provavelmente pertencia a uma mulher. Eles suspeitam disso pois encontraram objetos como um broche e algumas pérolas. Este túmulo era estranho, pois tinha 2 kg de cinzas de ossos. Os arqueólogos consideram essa uma quantidade maior do que o normal, devido ao fato de que na maioria dos túmulos viking, encontram apenas cerca de 250 g de restos cremados.

Com informações de Smithsonian Magazine e Gizmodo.

 

 

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Fonte Socientifica