Casa Tecnologia Modelo de migração das TVs para banda Ku pode criar ‘DTH das abertas’

Modelo de migração das TVs para banda Ku pode criar ‘DTH das abertas’

por Alberto Lima


Uma proposta para formação de um “DTH dos canais abertos” pode ser uma opção aos radiodifusores caso uma migração da banda C para a banda Ku seja adotada pela Anatel como solução para o impasse entre os sistemas TVRO e o 5G em 3,5 GHz.

A possibilidade foi abordada nesta segunda-feira, 5, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites 2020. Entusiasta da alternativa, a operadora de teleportos Speedcast explicou que no modelo, as principais regionais das radiodifusoras “subiriam” em conjunto para satélites na banda Ku. Lá, um modelo de acesso condicional limitaria os conteúdos por região, respeitando os limites de atuação das afiliadas. A empresa teria interesse em habilitar o modelo, seja sozinha ou ao lado de outro teleporto.

Segundo o sócio diretor da Speedcast, Alfonso Aurin Palacin, algo semelhante já é realizado hoje pela Globo, que estaria caminhando para 2 milhões de caixas com controle de acesso condicionado para afiliadas (a partir da banda C). Segundo o executivo, o SBT já fechou contrato com a concorrente para participar do modelo, em exemplo de aglutinação que poderia ser seguido por demais emissoras para formação do “DTH das abertas”. O entendimento é que o modelo exigiria intenso diálogo porque seria preciso coordenar afiliadas regionais, geradoras cabeça de rede, uniformizar os sistemas que seriam utilizados por todas.

Segundo Aurin, mesmo assim a alternativa seria a opção mais viável de migração de mais de 100 canais entregues vias os sistemas TVRO (parabólica) em banda C; a Speedcast também avalia que a opção aceleraria a migração do sinal analógica para o digital em 3,5 mil cidades restantes.

Após testes ao lado da operadora Eutelsat, a empresa também avalia que há tecnologia disponível para trabalhar com dois satélites diferentes na banda Ku, caso não haja capacidade disponível em apenas um artefato. Como pontuou Rodrigo Campos, general manager da Eutelsat no Brasil, modelos de recepção doméstica a partir de diferentes satélites já são utilizados na Europa e nos EUA.

Sky

Presente no debate realizado nesta segunda-feira, a Sky avaliou que tanto o modelo de “DTH das abertas” quanto o uso de satélites diferentes para alocação de canais na banda Ku seriam economicamente interessantes para a empresa e outras operadoras de DTH. Ainda assim, a operadora de TV por assinatura avalia que a opção de mitigação da TVRO com o 5G na banda C seria a melhor opção “para o País”.

Segundo o VP de tecnologia da Sky, Luis Marchezetti, não seria correto afirmar que os custos da migração para a banda Ku e para a mitigação na banda C seriam os mesmos (como já afirmado por Moisés Moreira, da Anatel). De acordo com Marchezetti, enquanto o kit migração para a banda Ku custaria R$ 150 mais cerca de R$ 90 para instalação e custos do receptor, o filtro para mitigação custaria entre R$ 60 R$ 90 mais a mão de obra.

Além disso, neste caso a intervenção só ocorreria em casos de interferência, e não no parque todo, como seria necessário no caso da migração. De modo geral, a opção de migração é defendida pelas radiodifusoras, que vem na medida uma saída definitiva para o impasse envolvendo o 5G. Já a mitigação na banda C tem o apoio das teles, que já contariam com um filtro LNBF pronto para resolver problemas de interferência no Brasil. Parte do racional da escolha é que ela seria mais barata.



Fonte Teletime

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