Casa Ciências Imagens revelam quão intensa pode ser uma infecção por coronavírus

Imagens revelam quão intensa pode ser uma infecção por coronavírus

por Alberto Lima


Desde o surgimento do SARS-COV-2 (novo coronavírus), os pesquisadores buscam, constantemente, métodos eficazes para conhecer melhor esse vírus. Apesar dos avanços tecnológicos, decifrar esse novo patógeno pode ser mais difícil do que se imagina. No entanto, os especialistas estão conseguindo realizar estudos mais profundos em determinadas áreas.

A utilização de imagens no combate à Covid-19

Devido ao grande número de ocorrências registradas até o momento, é perceptível o quão grave vem sendo a infecção pelo vírus. Entretanto, são poucos os estudos que trazem ilustrações reais acerca da intensidade de como a Covid-19 consegue se proliferar tão rapidamente dentro do organismo humano.

Na primeira semana de setembro, o New England Journal of Medicine publicou algumas imagens ampliadas de uma célula sendo infectada pelo vírus. As representações foram obtidas por meio de microscopia eletrônica de varredura pela pneumologista pediátrica Camille Ehre e colegas da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.

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No laboratório, foram infectadas células que serviam como revestimento para o trato respiratório, em especial, as vias pulmonares com o SARS-CoV-2. Logo após a contaminação, o tempo de espera para a obtenção das imagens das células infectadas pelo Coronavírus, foi de 96 horas.

Com a captura dessas novas imagens, é possível verificar com uma maior riqueza de detalhes, a forma que o Covid-19 consegue se replicar dentro das células pulmonares. Após a infecção, elas migram para o trato respiratório, dando segmento ao processo de infiltração. Segundo Ehre, “uma vez que uma célula é infectada, ela é completamente dominada pelo vírus, produzindo um número impressionante de vírus”.

Pesquisadores capturam imagens impactantes do Coronavírus

De modo experimental, se houvesse cerca de 1 milhão de células humanas dentro de uma placa laboratorial, poderia gerar uma mudança de mil, para 10 milhões de células infecciosas em 2 dias. Os cílios, são células que estão presentes no trato respiratório, que possuem certa semelhança com pelos.

Partículas de coronavírus (esferas pequenas e pontiagudas) revestem uma célula pulmonar humana.
(Imagem: C. EHRE / NEJM 2020)

Essas pequenas protusões ajudam a manter as vias respiratórias limpas, contra a presença de patógenos. Para o Coronavírus, esse tipo de célula é visto como um atalho para a sua proliferação viral. Assim, no momento em que essas células do trato respiratório são infectadas, o número de partículas virais irá ser inimaginável.

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Com essa grande quantidade, logo as partículas virais serão impulsionadas para os pulmões, onde poderá causar pneumonia, bem como ser expelidas pelo ar, e nesse momento, passam a infectar as pessoas que estão próximas — durante um diálogo, por exemplo. Portanto, uma forma de proteção é a utilização de máscara facial ao sair de casa, uma vez que ela serve como barreira, impedindo que o vírus contamine outras pessoas durante uma conversa.

Para Camille, “essas imagens de células das vias respiratórias repletas de vírus são um caso forte do uso de máscaras para limitar a transmissão da SARS-CoV-2, quer o indivíduo tenha sintomas ou não”. Dessa forma, os impactos ocasionados por as imagens podem ser um impulso para encorajar a sociedade a fazerem o uso de máscara ao saírem de casa.

Com informações de Science News.



Fonte Socientifica

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