Casa Saúde Fiocruz recomenda reavaliação da flexibilização no Amazonas

Fiocruz recomenda reavaliação da flexibilização no Amazonas

por Alberto Lima


Uma nota técnica divulgada hoje (30) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda o reforço das medidas de prevenção à covid-19 em Manaus e no estado do Amazonas, para reverter a tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que se mantém desde a Semana Epidemiológica 34 (16 a 22 de agosto).

O documento elaborado por pesquisadores de diferentes áreas da fundação observa que a tendência de crescimento na curva estadual “é fortemente influenciada pelos registros associados a residentes de Manaus”, diz o texto, que acrescenta em uma análise sobre a capital e o estado do Amazonas: “Em ambos os casos, esse crescimento ainda é relativamente lento, porém persistente, o que sugere a necessidade de reavaliação de eventuais medidas de flexibilização do distanciamento físico já adotadas ou planejadas para as próximas semanas”.

Para conter a tendência de crescimento, a Fiocruz recomenda que a adoção de medidas que busquem a diminuição dos contatos entre as pessoas; o reforço das formas de proteção individual e coletiva; o aumento na capacidade da testagem de casos suspeitos e contatos; e o aumento da sensibilidade da vigilância epidemiológica local, com ampliação da captação de suspeitos através da demanda passiva e busca ativa de casos, para identificar e testar contatos, constituindo as cadeias de transmissão. A fundação destaca ainda “a importância de uma comunicação transparente e de ações permanentes de mobilização junto à população”.

A nota técnica informa ainda que, nas últimas duas semanas, houve aumento de cerca de 50% dos casos notificados da covid-19, mas pondera que essa alta pode ser uma das oscilações que vem ocorrendo desde o fim de julho devido a interrupções no fluxo de dados e a exposição de grupos populacionais que se encontravam protegidos até então.  

Em entrevista à Agência Brasil publicada ontem, o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, avalia que ainda é cedo para falar em segunda onda da covid-19 no estado:
“Pode ficar mais claro mais à frente, caso volte a ter um crescimento descontrolado, uma aceleração no contágio. A gente não está nessa fase, é um crescimento lento. Não é uma situação de pânico, porque não estamos na situação anterior, mas inspira cuidados”, disse o pesquisador, que recomendou: “Esse crescimento ainda é, felizmente, lento. É melhor aproveitar que ainda é lento e agir, reavaliar as medidas de flexibilização já tomadas e ver no que, eventualmente, deve se recuar”.



Fonte EBC

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