Casa Tecnologia Facebook quer ambiente regulatório flexível para 5G e WiFi 6E no Brasil

Facebook quer ambiente regulatório flexível para 5G e WiFi 6E no Brasil

por Alberto Lima


head de políticas de conectividade e acesso do Facebook Brasil, Ana Luiza Valadares, no último dia do Painel Telebrasil 2020

Para o Facebook, embora o Brasil não traga desafios tão severos quanto os presentes na África, levar a Internet para desconectados ou melhorar melhor conectividade para quem só tem acesso precário é uma das metas no País. Isso seria possível com a chegada do 5G e sua complementação, o WiFi 6, conforme reiterou a head de políticas de conectividade e acesso do Facebook Brasil, Ana Luiza Valadares, no último dia do Painel Telebrasil 2020, nesta terça-feira, 29.

“Para nós é muito importante que tenhamos um ambiente regulatório mais flexíveis para habilitar essas ideias. Somos grandes fãs e depositamos muita confiança no 5G no Brasil, achamos que vai trabalhar muito para melhorar a conectividade. Mas esperamos a complementação de tecnologias que permitam que elas conversem entre si”, declarou a executiva. 

Segundo a representante da gigante de tecnologia, cada tipo de acesso – satélite, Wi-Fi, celular ou fixo – terá um papel em conjunto com as políticas públicas. Mas no caso específico do uso de frequência não licenciada, o Facebook entende que é uma oportunidade para, em parceria com operadoras, promover a universalização do acesso e democratizando tecnologias como realidade virtual e aumentada por meio das conexões 5G e WiFi 6E. 

Para a diretora, apesar de o Facebook ser agnóstico tecnologicamente, o WiFi 6E é um foco, com parcerias para implantação dessas redes já em desenvolvimento e com previsão de se concretizarem a partir de 2021. Por isso mesmo, a empresa acredita que a liberação da banda de 6 GHz como frequência não licenciada será muito importante para o desenvolvimento das novas aplicações.

“É importante política pública de espectro que permita que as operadoras de diferentes portes consigam entrar e participar do mercado. Somos esperançosos em modelos cooperativos, como rede neutra e compartilhamento de rede ativa ou passiva, porque não vemos sentido na duplicidade de infraestrutura nessas áreas”, destaca Valadares. 

OTTs

As empresas over-the-top (OTTs) têm promovido iniciativas de promoção de conectividade, incluindo no ambiente regulatório. Além do interesse óbvio de aumentar a quantidade de usuários, empresas como Google, Amazon e Facebook buscam promover projetos de telecomunicações com inovações em modelos de negócios, sem disputar mercado com as operadoras. No caso da companhia de Mark Zuckerberg, a criação do Telecom Infra Project já representaria um passo além, com projetos com mais de 300 empresas, incluindo várias operadoras como TIM, Vivo e Vodafone, além de iniciativas com prestadoras de pequeno porte com adoção de solução de core de rede Magma.



Fonte Teletime

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