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Estes são os cachorros mais famosos da ciência

por Alberto Lima


Esses cães icônicos ajudaram os cientistas a realizarem descobertas importantes e se tornaram os cachorros mais famosos da ciência.

Além de serem companheiros fiéis dos cientistas, eles participaram de séculos de inovações científicas. Envolver cães em algumas formas de ciência continua sendo um dilema ético, porque são inteligentes e têm ligação emocional com os humanos.

Mas os cientistas ainda os usam em pesquisas biomédicas e de doenças, além de estudos de toxicidade farmacêutica por muitas razões, inclusive pela fisiologia dos cães ser mais próxima da nossa do que a dos ratos.

Laika

Resgatada das ruas de Moscou, Laika foi a primeira cadela a orbitar a Terra em 1957. Ao todo, nove cães foram enviados desde a primeira missão, com quatro fatalidades.

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Laika em 1957. (Museu Nacional do Ar e do Espaço)

Na época, a Sputinik 2 foi lançada com Laika a bordo. Mas os astrofísicos descobriram como colocá-la em órbita da Terra, não como trazê-la de volta do espaço. Uma vez em órbita, ela sobreviveu e circulou por pouco mais de uma hora e meia, antes de morrer tristemente quando as temperaturas dentro da nave aumentaram muito.

Togo e Balto

Togo, os cães mais famosos da ciência
Leonhard Seppala com cães de trenó de seu canil. Da esquerda para a direita – Togo, Karinsky, Jafet, Pete, cachorro desconhecido, Fritz. (Wikimedia Commons)

Em 1925, a difteria – doença transmitida pelo ar – varreu a cidade remota Nome, no Alasca. Essa doença é especialmente vulnerável para crianças.

Como nenhuma vacina estava disponível na época, um soro de “antitoxina” foi usado para tratar a doença. Porém levá-lo até a cidade era um enorme desafio, já que o suprimento mais próximo ficava em Anchorage e os trens só podiam levá-lo a cerca de 700 milhas de Nome.

Então, mais de 100 cães de trenó husky siberiano foram recrutados para transportar o soro, entre eles Togo e Balto. Togo correu o dobro da distância que qualquer cão no revezamento e pelas regiões mais perigosas, enquanto Balto terminou o último trecho de 55 milhas entregando o soro com segurança para os moradores da cidadezinha do Alasca.

balto
Balto. (Wikimedia Commons / Domínio Público)

A cadelinha Marjorie

Antes de 1920, um diagnóstico de diabetes era considerado uma sentença de morte. Em 1921, entretanto, o pesquisador canadense Frederick Banting e o estudante de medicina Charles Best descobriram a insulina. No entanto, a descoberta não teria sido possível sem o sacrifício de vários cães que tiveram seus pâncreas removidos, causando essencialmente diabetes clínico. Os animais foram então tratados por Banting e Best com extratos pancreáticos. 

A cadelinha Marjorie os cães mais famosos da ciência
A cadelinha Marjorie (Biblioteca da Universidade de Toronto).

Marjorie foi a paciente mais bem-sucedida; ela sobreviveu por mais de dois meses com injeções diárias.

Caçador

Caçador
Border collie Chaser tinha a maior memória de palavras testada do que qualquer animal (exceto um humano). ( Wikimedia Commons sob CC BY-SA 4.0)

No estudo da evolução do cérebro humano, muitos pesquisadores observam a capacidade única dos humanos de usar um sistema complexo de linguagem em busca de pistas sobre nossas origens. Entretanto, quanto mais estudamos os cães, mais percebemos que eles também podem aparecer com algumas pistas.

Chaser, o Border Collie, morreu há apenas um ano (chegou até os 15 anos de idade) e aprendeu a identificar 1.022 nomes próprios ao longo de sua vida. Portanto, ele tem a maior memória de palavras testada comparado a qualquer animal não humano.

Sua compreensão da linguagem e dos conceitos comportamentais forneceu uma visão sobre a aquisição da linguagem, memória de longo prazo e habilidades cognitivas dos animais.

Robot

As cavernas em Lascaux, no sudoeste da França, são famosas por conter alguns dos exemplos mais bem preservados de arte pré-histórica do mundo. São mais de 600 pinturas criadas por gerações de humanos primitivos e que revestem as paredes da caverna.

Mas um vira-lata branco chamado “Robot”, segundo os relatos, descobriu as cavernas em 1940. Marcel Ravidat, um aprendiz de mêcanico de 18 anos, estava passeando com Robot quando o cachorro escorregou por uma trincheira, aparentemente. Ao seguir os latidos, Ravidat recuperou o cachorro e presenciou um dos maiores achados arqueológicos do século 20.



Fonte Socientifica

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