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Este fenômeno natural pode fazer você ver fantasmas

por Alberto Lima


Vic Tandy foi um professor e engenheiro muito famoso. Ele foi professor em tecnologia da informação na Coventry University, Inglaterra. No entanto, o que o deixou famoso foi a desmistificação de fenômenos paranormais, principalmente aqueles ligado às ondas sonoras.

Durante a década de 1980, Tandy ia para seu trabalho, em um laboratório de uma empresa médica em Warwick, na Inglaterra. Chegando, em mais um dia de trabalho, então, encontrou no corredor a faxineira, que estava pálida de medo. Ao entrar no laboratório, Tandy passa a se sentir um tanto mal, angustiado. Logo, vê um vulto cinza surgindo em sua visão periférica. No entanto, quando virou a cabeça, Tandy ficou muito assustado.

Mas na época, ele ainda não desmistificava atividades sobrenaturais. Então, não tinha uma explicação de imediato para o ocorrido. Ele praticava esgrima, e no dia seguinte, levou seu equipamento ao laboratório para adiantar alguns ajustes finais para uma competição.

Ele não levou a espada para “matar a aparição”, ou qualquer coisa assim, é claro. No entanto, de qualquer forma sua espada o ajudou a matar a assombração. Quando prendeu a lâmina para trabalhar na espada, ele notou que ela vibrava estranhamente, como se estivesse possuída por alguma entidade sobrenatural – e havia mais pessoas assistindo ao episódio.

(Flickr / Reprodução)

Os Caça-fantasmas

Mas Tandy estava disposto a descobrir o que estava assombrando o laboratório. Era uma assombração? Na verdade, a resposta era simples – o infrassom. O laboratório estava cheio de infrassom, emitido por alguma fonte, possivelmente algum equipamento qualquer. O infrassom é qualquer onda sonora abaixo de 20 Hertz – inaudível pelos seres humanos. Talvez a vibração de algum equipamento estivesse emitindo as vibrações.

Eles procuraram pelo equipamento que produzia o som, e em algum momento, finalmente encontraram. Era um exaustor. O que era estranho é que o exaustor era novo, e não deveria emitir esses ruídos. “Quando finalmente o desligamos, foi como se um enorme peso tivesse sido levantado”, disse Tandy ao The Guardian no ano de 2000. “Isso me faz pensar que uma das aplicações desta pesquisa em andamento poderia ser uma ligação entre o infra-som e a síndrome do edifício doente”.

A pesquisa a qual ele se referia era a investigação de avistamentos de fenômenos paranormais em um corredor no centro de informações turísticas de Coventry, na época.

E a assombração no laboratório, inclusive, foi eliminada. Portanto, provou-se, inquestionavelmente, que a assombração era de fato causada pelo exaustor. “Assim que o problema foi reconhecido, uma modificação foi feita na montagem do exaustor e nosso fantasma saiu com a onda estacionária”, explica Tandy em um estudo sobre o caso.

Transformando fenômenos paranormais em ciência

Em 1998, Tandy e o psicólogo Dr. Tony Lawrence publicaram um artigo intitulado The Ghost in The Machine, e o publicaram no periódico Journal of the Society for Psychical Research.  “Usando a própria experiência do primeiro autor como exemplo, mostramos como uma onda de ar estacionária de 19 Hz pode, sob certas condições, criar fenômenos sensoriais sugestivos de um fantasma”, explicam os pesquisadores  no resumo do artigo.

Outro artigo de Tandy é o Something in the Cellar, publicado no mesmo periódico. No artigo, ele investiga um caso sobrenatural que aterrorizou uma jornalista e uma bruxa. E adivinhe só – a resposta para esse problema também estava no infrassom.

(Timitzer / Wikimedia Commons).

E não são chutes, ou palpites. São estudos, pois, científicos. Tanto no caso da jornalista e da bruxa, como no caso laboratório de Warwick, então, eles puderam medir com precisão a frequência do som utilizando equipamentos sofisticados e o mais perfeito método científico – 18,9 Hz. Isso quer dizer que as ondas vibram 18.9 vezes por segundo. 

O medo é poderoso, mas existem, ainda, outros efeitos do infrassom no corpo humano. “Evidências da Nasa e outras fontes sugerem que pode causar hiperventilação e vibração de seus olhos”, disse Tandy ao The Guardian. Não ouvir não quer dizer que não sentimos, então a sensação ruim, aliada ao nosso psicológico e aos efeitos nos olhos, nos fazem enxergar coisas estranhas.

Com informações de Futura Sciences e The Guardian



Fonte Socientifica

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