Esta é a moeda mais cara do mundo e ela está à venda


Um objeto tão pequeno, mas que vale US$ 10 milhões. Esse é apenas um valor estimado por especialistas durante uma entrevista para a Associated Press. Conhecido como sendo palco de inúmeras casas de leilões, Las Vagas foi a cidade escolhida para que a moeda mais cara do mundo fosse leiloada.

O item a ser leiloado é uma das primeiras moedas já criadas pelos americanos. Assim, trata-se de uma moeda rara, datada do ano de 1794, poucos anos após a Guerra de Independência dos Estados Unidos.

Leilão de moedas americanas

Ter esse artefato é quase como um sonho americano. Para os nativos do país, o valor do dólar vai muito além do que uma simples moeda, mas sim, envolve um sentimento maior. Para os colecionadores, essa pequena esfera é tida como algo semelhante ao Santo Graal, revelou Laura Sperber, em uma conversa com o Asbury Park Press.

Laura Speber é bastante conhecida entre os colecionadores de moedas raras, uma vez que possui casas de leilões especializadas nesses artefatos. E, inclusive, será em uma de suas lojas, a Legend Numismatics, no dia 8 de outubro, que ocorrerá a venda da moeda mais cara do mundo.

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Bruce Morelan posa para um retrato segurando um raro dólar de prata dos EUA de 1794. (Imagem: AP Photo/John Locher)

Quem está no ramo de colecionador de moedas há mais tempo, costuma chamar esse item como um dólar de prata de cabelos soltos. Essa referência está atrelada ao fato de que, em uma das faces da moeda, há um homem com cabelos esvoaçantes. Na última vez que um item semelhante foi a leilão, bateu um recorde como sendo o valor mais alto já pago por uma única moeda.

O raro dólar foi adquirido pelo residente de Las Vegas, Bruce Morelan, no ano de 2003 por um valor de $10.016.875. Agora, o colecionador pretende se desfazer da moeda, a leiloando e dando a oportunidade para que outros admiradores consigam realizar seus sonhos, ao completar a coleção inicial de moedas americanas.

A criação da moeda mais cara do mundo

Os especialistas apontam que a ‘Flowing Hair’, nome dado ao dólar devido à imagem em sua face, foi a primeira moeda cunhada dos Estados Unidos, em outubro de 1794 na US Mint na Filadélfia. Acredita-se que foram produzidos 1.758 dólares de prata, no entanto, somente 300 exemplares teriam sobrevivido ao passar dos anos.

Além disso, para Douglas Mudd, diretor do American Numismatic Association ‘s Money Museum, apenas 100, dentre os 1.758 dólares de prata produzidos, teriam restado e estariam nas mãos de alguns colecionadores. Essa moeda de prata impulsionou o comércio local e estrangeiro, uma vez que, com a sua criação, a Casa da Moeda passou a ter mais credibilidade.

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Verso da primeira moeda americana. (Imagem: Stack’s Bowers Galleries)

Mudd explicou para o Atlas Obscura o motivo acerca da produção desta moeda e a sua importância na época em que ela foi criada. “O motivo para produzi-las foi dizer: ‘podemos fazer isso. Vamos levá-los para senadores, congressistas e outros VIPs, para mostrar a eles que a Casa da Moeda está avançando”.

No entanto, devido ao fato de que, nesse período, os americanos ganhavam um valor inferior a um dólar por dia, foi decretado pela agência governamental, em 1804, que a produção da moeda mais cara do mundo seria finalizada. Porém, a outra moeda só veio entrar em circulação no ano de 1840, a qual foi batizada como ‘Liberdade Sentada’.

No Brasil, a cunhagem de moedas iniciou-se um pouco mais cedo que nos Estados Unidos. De a acordo com a Casa da Moeda, “em 1695, foram cunhadas as primeiras moedas oficiais do Brasil, de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, em ouro, e de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis, em prata, que ficaram conhecidas como a “série das patacas”.

“Desde então, por meio da produção de moedas e, posteriormente, também de cédulas e outros produtos de segurança, a história da CMB se confunde com a própria história do Brasil. Em 1843, utilizando técnicas “intaglio”, a Casa da Moeda imprimiu o selo “Olho de Boi”, o primeiro das Américas e o terceiro do mundo.”

Com informações da Smithsonian MagazineAtlas Obscura e Casa da Moeda.

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Fonte Socientifica