Casa Tecnologia Encruzilhada: humanidade caminha para mais profunda guinada tecnológica da história

Encruzilhada: humanidade caminha para mais profunda guinada tecnológica da história

por Alberto Lima


Os avanços tecnológicos transformaram a humanidade nos últimos 200 anos de forma quase tão radical quanto os milhões de anos de nossa história que antecederam o período – e nos últimos 20 ou 30 anos, o advento da internet e do digital lançaram um salto ainda maior. E esse é o só o começo: especialistas estimam que nos próximos 10 anos o impacto da tecnologia em nossa realidade será o mais veloz, mais profundo e mais transformador de nossa história – capaz de nos afetar nos meios mais importantes das sociedades como um todo. Mas como encaminhar tais revoluções para que elas beneficiem de fato a humanidade, e não somente o 1% da população mais rico e poderoso? É essa a questão sobre a qual os pesquisadores e escritores Tony Seba e James Arbir se debruçaram, em artigo para o site Fast Company.

Para os dois autores, veremos nos próximos anos os avanços tecnológicos transformando de forma sem precedentes áreas de base, como energia, produção de alimentos, informação, transporte e materiais, com custos caindo vertiginosamente e aumento na eficácia da produção – permitindo, assim, transformações verdadeiras em abismos sociais de nossa realidade. Segundo o artigo, é possível nascer “um mundo construído não com carvão, óleo, aço, gado e concreto, mas baseado em fótons, elétrons, DNA, moléculas e bits”. Não é preciso ir, de acordo com o texto, muito longe: energia solar e eólica já são as mais baratas em todo o planeta, diversas empresas já produzem carne e outros alimentos sem gado, e movimentos com Black Lives Matter e Me Too já mostram como a informação é capaz de mover o mundo mesmo sem estar centralizada em um só ponto – e é aqui que os pesquisadores veem a humanidade em uma encruzilhada.

Manifestação do Black Lives Matter nos EUA

Para realmente otimizar todos esses processos e aproveitar o potencial de mudança que as novidades tecnológicas oferecem, é preciso que a sociedade como um todo queira mudar. “Nosso modelo pensamento, nossos sistemas de crença, nossos sistemas sociais e econômicos, são relíquias da era industrial, eles evoluíram com e são otimizados por indústrias do passado”, diz o texto. “Com a aceleração dessas transformações, as lideranças se mostram cada vez mais incapazes de compreender, dirigir e organizar nosso mundo. É por isso que estamos testemunhando injustiças sociais e revoltas, destruição ambiental e pandemia global destruindo a sociedade – e esse é o só o começo”.

Fazenda de energia solar na Europa

Para Seba e Arbir – autores do livro REthinking Humanity (Repensando a Humanidade, em tradução livre), é hora de investidores, políticos, grandes empresários e lideranças em geral abraçarem as mudanças e sua velocidade – a fim de enfrentarem os maiores problemas globais. Proteger as pessoas, manter a estabilidade social, investir em transmissão de informação, energias alternativas, transportes ecológicos e acessíveis, distribuição de alimentos, utilização de materiais orgânicos e não poluentes – com a visão de proteger as pessoas, e não as empresas. O artigo pouco fala sobre questões como racismo, desigualdade social, de gênero, e correções de injustiças histórias, mas sugere oferecer planos financeiros e de saúde como parte essencial do chamado – publico e privado – feito pelos autores. A ideia é olharmos o que já está acontecendo, e repensarmos a sociedade nos mais diversos sentidos, para que no futuro, ela aconteça em sua melhor, mais justa e mais igualitária potencia.

Fazenda de energia eólica na Escócia

O artigo na integra pode ser lido aqui.

Casa em Bombaim, na Índia





Fonte Hypeness

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