Elon Musk demonstra implante cerebral testado em porcos


Elon Musk exibiu a interface cérebro-máquina de sua empresa Neuralink pela primeira vez em um… porco. A Neuralink revelou, em um anúncio feito dia 28 de agosto, os protótipos de seu dispositivo nesses animais. O protótipo do chip foi implantado em seus cérebros.

Elon Musk e a interface cérebro-máquina

elon-musk
Elon Musk, o empresário por trás da Neuralink.

Elon Musk fez a demonstração do dispositivo, que se parece com uma moeda com fios extremamente finos saindo de um dos lados.

Essa interface cérebro-máquina é projetada para ser implantada no crânio, com os fios inseridos alguns milímetros na superfície do cérebro.

Esses fios tem a possibilidade de detectar quando os neurônios estão disparando ou emitindo seus próprios sinais elétricos para fazer os neurônios dispararem.

Musk aumenta a esperança de que esses pequenos dispositivos sejam capazes de ler e escrever sinais de neurônios, ajudando com problemas médicos que se originam no cérebro e na coluna.

Talvez, até mesmo permitir que os humanos integrem computadores em seus cérebros em um futuro distante, diz Elon Musk em seu anúncio.

Neuralink demonstra o dispositivo

porco e o implante cerebral
Um dos animais que recebeu o protótipo do chip. (Imagem: Neuralink/Youtube)

A equipe do Neuralink demonstrou a interface cérebro-máquina, só que comparando três porcos.

Gertrudes, uma das três porcas nos currais, participou da demonstração. Ao comer e cheirar a palha, o monitoramento do implante aparecia em um gráfico que rastreou a sua atividade neural.

Musk exibiu a tela com os sinais ao vivo do dispositivo Neuralink.

Enquanto Gertrudes remexia em algum feno, os sinais eram produzidos pelo toque na comida ou no solo.

Um outro porco, chamado Joyce, não tinha o chip e estava lá apenas para comparação. E o terceiro porco, chamado Dorothy, teve um implante instalado e depois removido.

“O que Dorothy ilustra é que você pode colocar o Neuralink, removê-lo e ser saudável, feliz e indistinguível de um porco normal”, disse Musk.

Isso será importante para usuários humanos que podem querer remover ou atualizar seus implantes.

Implante cerebral e segurança

interface cérebro-máquina
A Neuralink tem como objetivo unir cérebro-máquina.

Timir Datta-Chaudhuri, do Instituto Feinstein de Pesquisa Médica em Nova York, ressalta a parte desafiadora do animal estar agindo normalmente e os dados estarem sendo transmitidos sem fio.

Portanto, testes semelhantes geralmente colocam o animal em uma mesa de operação sob anestesia com fios vindos de seu cérebro.

Embora seja impressionante, Datta-Chaudhuri também ressalta que esses testes ainda não são o suficiente para provar que os dispositivos são seguros.

Musk disse que a implantação pode ser feita com relativamente pouco sangramento no cérebro.

VEJA TAMBÉM: Próteses finalmente poderão ser controladas por dispositivo sem fio?

Mas Datta-Chaudhuri segue deixando claro que a Neuralink minimizou o dano potencial ao cérebro, porém esse dano às vezes não é facilmente observável, mesmo em humanos, muito menos em porcos.

Durante o anúncio, os membros da equipe Neuralink expressaram suas esperanças de longo prazo para essa interface cérebro-máquina.

Desse modo, vai desde a restauração da visão para pessoas com lesões oculares e limitação da dor, até o registro de memórias e telepatia.

Alguns objetivos são mais realistas que outros, diz Datta-Chaudhuri. Contornar lesões na coluna já é realizado por dispositivos semelhantes, então não é estranho esperar que o Neuralink faça o mesmo.

Por outro lado, ler a memória ou pensamento exigiria uma compreensão detalhada do cérebro.

Compreensão está que simplesmente ainda não temos com tecnologia avançada para corresponder, diz também Datta-Chaudhuri.

Queremos nos tornar a maior referência em educação científica do Brasil e na língua portuguesa. Para isso, precisamos pagar os melhores jornalistas, revisores e freelancers de ciência. Fazendo uma doação mensal em nosso , você nos ajuda a nos manter independentes e continuar o nosso trabalho sem percalços. 



Fonte Socientifica