Casa Ciências Crânio revela prática de torturas medievais femininas na Inglaterra

Crânio revela prática de torturas medievais femininas na Inglaterra

por Alberto Lima


Cerca de 1.100 anos atrás, no início da Inglaterra medieval, uma adolescente teve um fim terrível por meio de torturas medievais femininas.

Seu nariz e lábios foram cortados com uma arma afiada e ela pode ter sido escalpelada.

Isso de acordo com a análise de seu crânio.

Ninguém sabe por que o rosto da menina foi mutilado, mas seus ferimentos são de punições medievais históricas dadas as agressoras.

Tudo indica que ela é a primeira pessoa registrada na Inglaterra anglo-saxônica a receber a punição brutal de desfiguração facial.

Punição medieval

O pesquisador líder do estudo, Garrard Cole, é honorário pesquisador do Instituto de Arqueologia da University College London e pode apenas especular sobre o que aconteceu neste caso.

Mas a natureza dos ferimentos da mulher sugere penalidades para ações como desvio sexual, ou pelo menos a percepção de tal ação.

O crânio foi descoberto originalmente na década de 1960, durante escavações anteriores à construção de um conjunto habitacional na vila de Oakridge, no condado sul de Hampshire, Inglaterra.

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No entanto, os cientistas só analisaram este crânio agora.

Não está claro se os restos do esqueleto do corpo também estão enterrados no mesmo lugar.

Em vez de ser analisado, o crânio foi colocado em uma coleção organizada no que hoje é o Hampshire Cultural Trust.

Recentemente, o crânio foi redescoberto durante uma auditoria dessa coleção.

Danos ao crânio

arcada dentária crânio

Alguns testes revelaram pistas sobre o indivíduo.

A análise anatômica indicou que o crânio pertencia a uma pessoa de 15 a 18 anos; uma análise de DNA mostrou ser do sexo feminino e a datação por radiocarbono sugere que o adolescente viveu em algum momento entre o 776 e 889 DEC.

Também foi feita uma análise de diferentes isótopos, ou versões, de elementos de seus dentes que sugeriram que a adolescente não nasceu em uma área com colinas de calcário.

O que isso significa? Eventualmente, elementos da água e alimentos consumidos ficam nos dentes. Então, por isso concluiu-se que ela não nasceu ou foi criada na maior parte do centro e leste do sul da Inglaterra.

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Logo, ela pode ter sido uma adolescente que veio de outro lugar.

A equipe também avaliou as feridas no crânio e as marcas ao redor do nariz e boca eram graves.

Houve pelo menos dois cortes no osso marcando a lateral da abertura nasal e o osso entre o nariz e os dentes frontais superiores, disse Cole.

Ele acrescentou que ambas as feridas parecem ter sido feitas por uma arma afiada de lâmina fina. Por ser o período anglo-saxão, é mais provável que tenha sido uma faca de ferro.

A mutilação facial como torturas medievais femininas e, paralelamente, a castração para homens pareciam ser uma prática mundial estabelecida, relata Cole.

No entanto, os governantes anglo-saxões documentaram posteriormente essa punição em seus códigos de leis formais durante o século 10. Este caso aconteceu antes.

Então, Cole ressaltou que agora sabemos que a prática realmente acontecia. O novo estudo foi publicado online no jornal Antiquity.

 

 

 



Fonte Socientifica

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