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Bebê nasce com anticorpos para coronavírus após grávida contrair o vírus


Quando Celine Ng-Chan estava com 10 semanas de gravidez, foi diagnosticada com COVID-19. Naquela época, ainda em março, não se sabia muito sobre anticorpos para coronavírus e como mulheres grávidas seriam afetadas, assim como seus filhos.

Mas, no início de novembro, o bebê da professora particular em Cigapura, Ng-Chan, nasceu e a notícia é encorajadora tanto para a mãe, quanto para outras mulheres que tiveram ou contraíram COVID-19 durante a gravidez. Seu filho, Aldrin, não está com COVID-19 e parece ter adquirido anticorpos para coronavírus, pelo menos temporariamente.

Ng-Chan não estava com COVID-19 positivo durante o parto. Ela relatou que gravidez e parto foram tranquilos, apesar do diagnóstico de COVID-19 no primeiro trimestre, estágio conhecido como mais instável da gravidez. Então, Aldrin nasceu saudável.

Sua história adicionou um rosto à pesquisa, já que sugere que a transmissão de COVID-19 de mãe para filho é rara e bebês nascidos de mulheres que tiveram a doença podem ser protegidos de alguma forma. É o que revela a doutora Dra. Jessica Madden, pediatra e neonatologista atuante como diretora médica da Aeroflow Breastpumps.

Anticorpos para coronavírus parecem atravessar a placenta

Celine Ng-Chan e seu filho de duas semanas Aldrin Zaccheus Chan. FOTO: TIMOTHY DAVID

Pequenos estudos sugeriram que mães testando positivo para COVID-19 passam anticorpos IgG – o tipo que indica a recuperação contra o vírus – para seus fetos no útero.

Por exemplo, um artigo de março sobre seis mulheres com teste positivo para o vírus no parto descobriu que cinco delas tinham níveis elevados de anticorpos IgG. Mesmo assim, todas as mulheres usaram máscaras, deram à luz por cesariana em salas de isolamento de pressão negativa e foram isoladas de seus filhos imediatamente após o parto. Algo que pesquisas mais recentes mostraram ser desnecessário.

Assim também, um relato de caso em outubro descreve uma criança nascida de uma mãe com COVID-19 assintomático e que tinha anticorpos IgG, mas um teste COVID negativo. Ou seja, demonstrando “imunidade passiva” através da placenta, escrevem os autores.

De certa forma, esses resultados são esperados, uma vez que os anticorpos IgG contra outras bactérias e vírus são conhecidos por proteger fetos e recém-nascidos contra doenças infecciosas, disse Madden ao Insider.

Anticorpos IgG

Inclusive, esta é a razão pela qual certas vacinas, como coqueluche e gripe, são recomendadas durante a gravidez. Porque os anticorpos IgG aumentam em fetos mais tarde na gravidez, especialmente após a marca de 36 semanas de gestação, relatou a doutora.

Porém, são necessárias mais pesquisas para entender como a gravidade da doença afeta os níveis de anticorpos e qual o papel do tempo de infecção durante a gravidez. Além de quão forte e duradoura é a suposta imunidade dos bebês.

anticorpos
Fonte: The Straits Times / reprodução YouTube

Concluindo, um estudo realizado em Wuhan, China, incluindo 24 grávidas COVID-19 positivas, sugeriu que qualquer imunidade em recém-nascidos diminui rapidamente.

Enfim, Madden disse que “não sabemos se ter COVID-19 antes da gravidez fornecerá anticorpos para coronavírus a fetos concebidos depois que a mãe já se recuperou do vírus”.

Informações de Business Insider.



Fonte Socientifica

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Escrito por Alberto Lima

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