Casa Ciências Algas que sobreviveram a um asteróide não realizavam fotossíntese

Algas que sobreviveram a um asteróide não realizavam fotossíntese

por Alberto Lima


A curiosa história das algas que sobreviveram a um asteróide que colidiu na Terra há 66 milhões de anos. Para resistirem invés de realizar fotossíntese elas alimentavam-se de outros seres vivos.

O asteróide que devastou a Terra

Há 66 milhões de anos um asteróide atingiu a Terra e devastou quase todas as formas de vida existentes. Assim, o ocorrido ficou conhecido como o Evento de Extinção do Cretáceo-Paleógeno, onde só restou escuridão devido a fuligem. No entanto, algumas algas sobreviveram ao asteróide, as quais invés de realizarem fotossíntese mudaram suas fontes de energia, alimentando-se de outros seres vivos.

Então, diante do conhecimento da catástrofe que ocorreu no Cretáceo, alguns cientistas investigaram como a Terra se manteve após o incidente. Segundo o professor Andrew Ridgwell, Universidade da Califórnia, “se você remover as algas, que formam a base da cadeia alimentar, todo o resto deve morrer. Queríamos saber como os oceanos da Terra evitaram esse destino e como nosso moderno ecossistema marinho evoluiu novamente após tal catástrofe.”

As algas que sobreviveram ao asteróide

Os coccolitóforos são algas unicelulares fotossintetizantes. Assim, o professor Ridgwell descobriu em suas pesquisas que os coccolitóforos soterrados no fundo dos oceanos desde a era Paleógena tinham aberturas que revelavam que essas algas tinham flagelos para locomoção. Segundo a Ifl Science “os coccolitóforos modernos com flagelos consomem bactérias e algas menores, além da energia que capturam da luz solar”.

(Coccolitóforos (Gephyrocapsa oceanica)/ Wikimedia Commons)

As pesquisas indicam que a maioria dos coccolitóforos que sobreviveram após a catástrofe eram os que na era anterior do asteróide ficavam nas plataformas continentais. Ou seja, algas que atualmente tendem a completar sua alimentação com outros seres. Dessa forma, eles acreditam que os coccolitóforos do Cretáceo eram muito parecidos com os existentes hoje. Para resumir, a maioria era apenas fotossintetizantes, mas alguns conseguiam também obter energia consumindo outros pequenos seres vivos.

Provavelmente quando a escuridão tomou conta da Terra os que utilizavam apenas uma forma de obter energia morreram. No entanto, as “espécies mixotróficas” (que podem usar duas fontes energéticas) sobreviveram. Posteriormente, com a volta da luz no planeta, as mixotróficas continuaram dominantes por milhões de anos até que as fotossintetizantes obrigatórias voltassem em grande escala.

Por outro lado o fato dos coccolitóforos mixotróficos permanecerem dominantes por tanto tempo intrigou os pesquisadores. Assim, eles fizeram simulações em computadores das condições da Terra após o término do período de escuridão. Então, Ridgwell concluiu que a “mixotrofia foi o meio de sobrevivência inicial e, em seguida, uma vantagem depois que a escuridão pós-asteróide se dissipou por causa das células pequenas e abundantes”.



Fonte Socientifica

Postagens Relacionadas

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais

Política de privacidade e cookies