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a antiga e temida ordem de assassinos persas


Pode até parecer uma risada da internet, mas a palavra Hashshashins refere-se a uma antiga e temida ordem de assassinos Persas e Sírios. Hassan-i Sabbah, ou Haçane Saba, no seu nome aportuguesado, criou a ordem um milênio atrás, no século XI (11). 

Embora Sabbah fosse um teólogo, seu nome não tornou-se exatamente símbolo de paz. Ele se mudou para a cidade de Rey, no atual Irã para estudar teologia, e aos 17 anos adotou o ismaelismo, uma seita xiita do islã. Então, estudou e se aperfeiçoou durante a década de 1070. Muito devoto a esse ramo xiita, Sabbah possuía opiniões bastante radicais, e acabou tornando-se o fundador da Ordem dos Assassinos. 

A palavra assassino, inclusive, possui relações, possivelmente, com essa ordem. As fontes variam na explicação da etimologia, desde relações com o haxixe e outras palavras árabes. Mas sabe-se que há, de fato, relação da palavra assassino com os Hashshashins. 

Pintura do século XV da fortaleza de Alamut, base dos Hashshashins. (Wikimedia Commons)

Fatos ou lendas?

Há, é claro, divergências nas histórias. Muitos dos relatos disponíveis hoje, após os mil anos, são relatos de europeus sobre o que ocorria por lá. Como todo relato antigo, há distorções para tornar as histórias mais épicas e mais demonizadas em algum momento, principalmente entre os relatos europeus, já que por muito tempo a igreja católica perseguiu os islâmicos. 

A história do haxixe, por exemplo, surgiu com Marco Polo. Ele dizia que os membros da Ordem dos Assassinos fumavam o haxixe para “enxergar o paraíso”. Quando o efeito da droga passava, eles matavam seus inimigos para alcançar o paraíso. Nessa versão, a palavra assassino provém de haschichiyun, que significa ‘fumador de haxixe’. Mas segundo o Ancient Origins, acredita-se que o termo haxixe surgiu apenas em 1122. 

Outro ponto questionável da história está na aura de assassinos de sangue frio. Na verdade, “o buraco é mais embaixo”. Mas claro, eles ainda era assassinos. 

Atuação dos Hashshashins

A arte ilustra o assassinato de Nizamal-Mulk por um membro da Ordem dos Assassinos.

Um dos casos mais famosos foi o de Conrado de Montferrat, ou Conrado de Jerusalém. Ele era chefe da Marca de Monferrato, ou mais tarde, o Ducado de Monferrato (ou Montferrat), um Estado italiano, antes da unificação. Dois assassinos da Ordem dos Hashshashins, vestidos de monges cristãos, então, esfaquearam e mataram Conrado de Montferrat enquanto passeava pela cidade de Tiro, no atual Líbano. 

Conrado de Montferrat tornou-se um dos principais nomes da Terceira Cruzada, uma das incursões militares cristãs contra os islâmicos. As Cruzadas visavam expulsar os islâmicos das Terra Santas, principalmente de Jerusalém, e colocar esses locais sob controle cristão – o controle do papa, mais especificamente.

Quase lendários, todos pelo mundo cristão e muçulmano temiam a Ordem dos Assassinos da Périsa. Eles, portanto, utilizavam também da guerra psicológica, muitas vezes conseguindo concessões dos inimigos sem necessariamente precisar matá-los. 

Rauínas do Castelo de Alamut. (Ninara / Wikimedia Commons)

Mas os Mongóis, liderados por Gengis Khan, acabaram com a ordem. Em 1256, eles tomaram a Fortaleza de Alamut, utilizada pelos assassinos como proteção. Mas naquele ano, o líder dos assassinos, Ruknud-Dīn Khurshāh, se rendeu aos mongóis. 

Hoje, conhecemos as histórias épicas e sanguinárias dos Hashshashins. Eles inspiraram, por exemplo, a série de jogos Assassin’s Creed.



Fonte Socientifica

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